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A lagosta em Sao Paulo é tida como um dos pratos mais nobres em restaurantes de frutos do mar. Afinal, ela figura nas mesas dos melhores estabelecimentos a preços muito elevados. E desde os anos de 1960 elas são consideradas uma das maiores riquezas marítimas não só para os brasileiros.

No brasil, a espécie mais abundante para a lagosta é a vermelha. No entanto, nos últimos 20 anos ela se tornou mais escassa no mercado. E um dos motivos para isso é a alta complexidade de sua pesca. No post de hoje, iremos falar sobre os motivos da lagosta em Sao Paulo ter adquirido tamanha fama e como ela é cultivada.

Qual a razão da lagosta em Sao Paulo ser cara?

A razão dos altos custos da lagosta em Sao Paulo tem diversas explicações. Mas a principal delas é o fato de que esse crustáceo é difícil de ser encontrado. Isso se deve, sobretudo, à proibição das pescas predatórias que não respeitam a Lei do Defeso. Assim, ela encarece bastante.

Cerca de 80% dos estoques de recursos pesqueiros são explorados além do que se pode suportar. Por isso, para que a lagosta seja consumida de forma consciente, há a lei do defeso. Ele diz respeito à época do ano em que se faz a preservação das espécies deste crustáceo. E essa época do ano engloba de dezembro a maio, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente

Essa lei surgiu para que fosse resguardado o período de reprodução da lagosta. Pois quando era pescada nesta época ainda não estava pronta para consumo e assim era descartada. Isso gerava um enorme desperdício. Assim, nesse período do ano ela se torna muito mais cara do que realmente é.

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Lagostas de qualidade e legalizadas

A notícia boa em tudo isso é que quando as lagostas são legalizadas elas se tornam muito mais baratas. Segundo o famoso chef Marcelo Fugita, a lagosta em Sao Paulo é comercializada 20% mais barata quando é pescada dentro do período correto. Assim, é vendida em um estado de melhor vigor.

A qualidade também é muito superior nesse período. Afinal, ela é vendida sem que necessite ser congelada. Na época do defeso, devido à sua escassez, a maioria destes crustáceos são congelados. Assim, acabam perdendo também as suas propriedades protéicas e nutricionais, muito procuradas por diversos restaurantes do ramo.

Além da lagosta vermelha (Panulirus argus), há outras espécies de muito sucesso que fazem parte do defeso. Também faz parte dessa preservação a lagosta cabo verde (Panulirus laevicauda), que é igualmente procurada por amantes de frutos do mar. E também é tida como um crustáceo muito nobre.

Por fim, existem outras variedades de lagostas que são igualmente muito nobres, mas ainda não estão ameaçadas. Entre elas, é comum encontrarmos a lagostinha e a lagosta-sapata ou sapateira, que são pescadas em porções um pouco menores.

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