O bolinho de bacalhau no Tatuapé é um prato que costuma ser servido como entrada em vários restaurantes. Feito à base de batatas, ele é muito popular também nas mesas de bares, estando presente em diversas localidades do mundo. Por isso, há quem diga que ele é inclusive um símbolo de democracia dentro da culinária.
A popularidade do bolinho de bacalhau no Tatuapé se deve principalmente à sua forma de conservação. Ele é conhecido por revolucionar a forma de alimentação humana, uma vez que é salgado e mantinha seus nutrientes mesmo depois do corte. Por isso, nesse post iremos falar sobre a origem desse prato tão difundido em todo o mundo.
De onde surgiu o bolinho de bacalhau no Tatuapé
A primeira receita do bolinho de bacalhau no Tatuapé aconteceu em meados de 1904. Sua publicação saiu em um livro de receitas intitulado “Tratado de Cozinha e Copa de Carlos Bandeira de Melo”, de um oficial do exército português. Sendo assim, este prato é originário de Portugal.
No entanto, não se sabe ao certo de qual região do país ele veio. Sabe-se, porém, que ele se tornou uma verdadeira especialidade também no Mediterrâneo. Com isso, influenciou a culinária de países europeus como a Itália, a Espanha e a França. O bolinho de bacalhau no Tatuapé e sua popularidade também atravessaram oceanos, chegando na Angola.
No Brasil, o petisco veio acompanhado da colonização portuguesa. A Família Real, com chegada ao Rio de Janeiro no século XIX, foi responsável por o bolinho de bacalhau. Além deste evento também ocorreu a Revolução dos Cravos, em 1970, que serviu para fortalecer a presença dele aqui no país.

Petisco nas cidades paulistas e cariocas
Em decorrência de todo o seu histórico, o bolinho de bacalhau no Tatuapé adquiriu uma grande importância na culinária paulista e carioca. Em Portugal, ao contrário daqui, o petisco tinha um formato semelhante ao de um pastel. Já no Brasil, ele conquistou o formato oval que combina com seu nome “bolinho”.
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Ver o cardápioEm locais mais tradicionais do Rio de Janeiro, como por exemplo na cidade de Niterói, são usadas as aparas do bacalhau para confeccioná-lo. Já na receita original portuguesa, é preferida a parte mais fina do lombo, que é a que tem maior teor de gordura. Há também quem prefira utilizar o saithe, peixe que dá origem a um bolinho de bacalhau no Tatuapé com qualidade inferior.
Um dos principais fãs do prato de entrada, o poeta Vinicius de Moraes, também tinha uma receita especial. Ela foi apresentada uma vez em um festival culinário paulistano, quando foi descoberto que, ao invés de bacalhau, era utilizada a mandioca. De acordo com o criador da receita, o bolinho fica muito mais crocante.
Alguns segredos sobre o bolinho de bacalhau no Tatuapé
Em vista do sucesso do bolinho de bacalhau no Tatuapé, restaurantes conceituados e bares tentam criar receitas exclusivas. Por este motivo, hoje existem diversas variações desta mesma receita. No entanto, independente de qual seja a sua fórmula, é importante estar atento a alguns detalhes.
Para confeccioná-lo, os restaurantes não devem utilizar-se de qualquer tipo de batata. Além disso, não é recomendado fazer uso de óleo para fritura do bolinho. Também é de suma importância fritar poucos bolinhos por vez, a fim de garantir a crocância. E, por fim, ao experimentar um bolinho de bacalhau no Tatuapé, dê preferência ao do tipo Gadus Morhua.
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